Emendas reforçam saúde, mas o governo pode cortar

 

Na versão enviada por Dilma Rousseff ao Congresso, o Orçamento da União reservara R$ 79,6 bilhões para a saúde pública no ano de 2012. Tonificada por emendas de parlamentares, a cifra deve ser elevada para algo em torno de R$ 84 bilhões.

Chama-se Rui Costa o deputado que cuida, na Comissão do Orçamento, do relatório setorial da saúde. Ele pertence aos quadros do PT, que se apressou em trombetear no site partidário: “Verba para saúde terá aumento significativo no próximo ano.” É lorota.

Na véspera, o condomínio governista movera sua infantaria para derrubar no Senado a regra que obrigava o governo a investir no SUS 10% da receita no SUS. Com isso, negou-se à saúde vitamina de R$ 35 bilhões e manteve-se a norma antiga: a União só tem carrear à saúde o montante do ano anterior mais a variação do PIB.

Quer dizer: preto no branco, o Tesouro não precisa entregar nada além dos R$ 79,6 bilhões já previstos. Dependendo de como fechar o PIB de 2011, pode ser até menos.

E quanto às emendas? Bem, o governo deve bloqueá-las (“contingenciar”, no jargão oficial). Ou, por outra: as emendas serão passadas na faca. “Não dá pra dizer que o piso foi melhorado nem que haverá mais dinheiro federal”, conforma-se Darcísio Perondi (PMDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Saúde.

Do Josias de Souza

Publicado em 10 de dezembro de 2011, em Sem categoria. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: