PRF e dono de van apresentam versões diferentes para causas do acidente na BR-230

 Segundo as investigações da Polícia Rodoviária Federal(PRF), a van Fiat Ducato de cor cinza, placas NQC-3724/PB, que seguia lotada de João Pessoa com destino à cidade de Patos, no Sertão, no último domingo, foi a causadora do acidnete que vitimou fatalmente 13 pessoas ao tentar ultrapassar um Palio azul que estava a sua frente na BR-230, KM 300, no trecho entre Santa Luzia e São Mamede. A manobra aconteceu nas proximidades de uma curva num ponto de pouca visibilidade.
O motorista da van foi surpreendido por dois caminhões que vinham em sentido contrário e não conseguiu evitar o acidente. De acordo com testemunhas, os quatro veículos ficaram desgovernados.
“A van ainda tentou livrar do caminhão, mas não conseguiu e bateu no veículo. O Palio também foi atingido e saiu desgovernado e colidiu no outro caminhão que vinha atrás”, relatou o inspetor Gilberto Medeiros da Silva, chefe da PRF no Sertão da Paraíba. A van bateu no caminhão Mercedes de cor amarela e placas KFV-1328 de Custódia-PE. Já o Palio azul, placas MUJ-0414, colidiu com o caminhão Volkswagen de cor branca e placas NXV-7435, de Caruaru.
O dono da van que teria provocado o acidente apresentou uma versão diferente sobre o caso. Miguel Marques de Souza acusou o motorista do veículo Palio de ter realizado a ultrapassagem indevida, dando início à tragédia. “A van vinha atrás do Palio que foi passar outro carro e bateu no caminhão, que rodou e atingiu o nosso carro no acostamento. O motorista era experiente e pegava estrada desde 1978”, contou. O motorista do Palio não foi localizado para comentar a acusação.
Mas, para a PRF, há indícios de que a manobra foi executada pelo condutor do alternativo. “Temos a situação definida pelo que apuramos. Os outros dois motoristas confirmaram a ultrapassagem feita pela van e as informações colhidas no local nos deram a dinâmica do acidente”, afirmou Gilberto Medeiros da Silva, inspetor-chefe da PRF no Sertão.
O dono da van, Miguel Marques, contestou o laudo inicial da PRF e disse que pelas acusações é impossível que José Torres tenha cometido tal erro, por se tratar de um motorista com mais de 30 anos de experiência e bastante responsável.
Em entrevista exclusiva ao repórter Fábio Diniz, ele disse que a PRF se precipitou em emitir um laudo para imprensa sem ter a conclusão definitiva. “Ele botou milhões de pessoas contra nós. Deveria esperar ter o laudo conclusivo para dizer algo, já que ele não estava lá. Todos nós perdemos. E José não está mais aqui para se defender”, disse ele.
Para ele, o Palio foi o causador do acidente, pois pelas características e posição que ficaram os veículos, é impossível o culpado ser sua van. Miguel disse que se sentia perseguido por ser pequeno.
Defeito
O grupo que estava na van saiu de João Pessoa em outro veículo de transporte alternativo. Os passageiros só embarcaram na van Ducato que se envolveu no acidente horas depois em Campina Grande, onde fizeram a troca de veículos.
Fonte: horaexata com Jornal da Paraiba

Publicado em 7 de dezembro de 2011, em Sem categoria. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: